Uma foto

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Foto Seu Santos, década 60, Coral do Ginásio do Padre, arquivo Bira Lemos Cyber-Macau

O Professor Bira Lemos postou a foto no seu instigante Cyber-Macau pedindo a identificação das fotografadas. Entre elas, belas meninas-moças da Macau dos 60, estavam duas belgas. Aí fomos atrás da história. Contamos uma parte e pedimos que outras pessoas nos conte mais um pouco, um detalhe, pelo menos. É década de 60, meados, assim afirmam Maria do Rosário e Terezinha Bezerra. As jovens são componentes do Coral do Ginásio do Padre [depois foi Colégio N.S. da Conceição e hoje é CEIMH] e o fotógrafo, com certeza é Seu Santos. O local, Maria do Rosário identifica como sendo o quintal da casa de Gracinha Barbalho, filha de dona Neusa e Sebastião, no antigo quadro do Cruzeiro, hoje rua Esperidião Coimbra. Pela ordem da esquerda para a direita: Celeste Cosme, Jane belga, Aparecida Lemos, Sônia, Micheline belga, Gracinha Paiva, Gracinha Barbalho, agachadas: Heide Sá, uma jovem não identificada e Maria José. Jane e Micheline não eram religiosas de hábito, mas compunham uma Missão Religiosa Católica européia que atuava nas áreas de educação e bem-estar social. Dessa Missão, faziam parte as freiras, Irmã Joana e Irmã Letícia [belgas], Irmã Mary [irlandesa], Irmã Tereza [congolesa], Irmã Sheyla e Irmã Dominique [inglesas]. Irmã Dominique adoeceu, vindo a falecer. Foi sepultada em Macau. Elas lecionavam no Ginásio do Padre e atuavam no bairro do Valadão onde realizavam as aulas práticas do curso pedagógico. Ensinavam noções de higiene e limpeza, principalmente voltada aos cuidados com os recém-nascidos. A parte teórica era ministrada pelo dr. Machado. Organizavam recreações musicais e desportivas para a juventude. Destacamos a generosidade dessas pessoas, do mais puro ato cristão – “salvar o corpo, para salvar a alma”, sem transformar a pobreza num castigo divino. Da equipe do baú de Macau.