Marinheiro só!

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Desde a Recife de Carlos Pena Filho, poeta do azul, o poeta macauense Vargas Barros, faz sua homenagem profunda e terna àqueles que buscam democracia.

Foto autor não identificado, década 80, Greve dos bancários, Vargas Barros discursando, arquivo: o baú de Macau

 

 

 

 

 

 

MARINHEIRO SÓ   por Vargas Barros [*]

Cartaz do Movimento de Retratação Política de José Manoel em 1995 em Toritama-PE

 

 

 

 

 

 

Marinheiro só!

Só de solidariedade,

Só de nós,

Só de paz,

Só de razões,

Só de piedade,

De Soledad

Só!

 

Restou-lhe o só!

Da coragem da mulher frágil,

Do sentimento,

Do mudos sós,

De doridos sós!

Restou-lhe também a aurora

Do reconhecimento popular

(Ainda que tardio)

E do amor de tantos sós.

À sua causa,

À sua luta,

Marinheiro só!

 

Em barro vermelho,

Vizinho à sua amada,

Que vela sua ausência,

Um homem que também

Luta só,

Ainda chora seu sofrimento e dor!

Foto Regina Barros, 2011, apresentação do livro Marinheiro só no DCE da UFRN, arquivo: Blog Quatro Bocas da jornalista Regina Barros

 

 

 

 

 

[*] Getúlio Vargas Maia Barros, é macauense, poeta, irmão do poeta Benito Barros[1957-2010] e mora no Recife.

 

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