A Escola de Macau

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Obra: A Escola de Macau;

Autores: Gilberto Avelino, Horácio Paiva, Benito Barros, Getulio Moura, João Vicente Guimarães e Getúlio Vargas Maia Barros; Imperial Casa Editora da Casqueira, 2003, Macau-RN.

Prefácio de Horácio Paiva [excerto]

Às margens do tempo, e numa tarde qualquer, conversávamos eu e o meu amigo Gilberto Avelino [e isto pouco antes de sua morte] – sobre o crescente número de pessoas envolvidas hoje, em Macau, com o processo de criação literária, e sobretudo com o fazer poético. Esse fazer poético que Joan Maragall, o grande poeta catalão, distinguia do restante da literatura, dizendo até mesmo que “[…] a poesia é algo que não tem a ver com a literatura. Poesia é palavra viva e vivificadora. Assim como a Natureza tem no home a máxima expressão de sua capacidade criadora, o home deve empregar toda a força de seu ser em produzir a palavra”. … A conversa evoluiu para uma idéia, a da publicação de um livro, e logo me ocorreu intitulá-lo A Escola de Macau, o que obteve a receptividade entusiasmada de Gilberto. No título, há uma homenagem direta à cidade, mas há, também, uma busca nostálgica, uma reminiscência que o liga a outra “escola”, aquela de bases físicas e espirituais, que vive no coração de tantos macauenses, e que, neste ano de 2003, completa os seus 80 anos de vida, dedicada ao ensino da mocidade: o Grupo Escolar Duque de Caxias, destruído, dramaticamente, em seu modo arquitetônico original, com a sua completa demolição, ocorrida em 1973, e, depois, reedificado, em vulgar arquitetura.

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