Dona Hilda canta Macau

A poesia é do poeta Edinor Avelino e a música do Mestre Avelino Faustino. É uma bela homenagem à terra das salinas. Dona Hilda, 96 anos, com Mal de Parkinson, diabetes e numa cadeira de rodas, canta e nos emociona. Aqui é mesmo por amor a Macau! Clique aqui e veja o vídeo.

Macau

 

A minha terra, calma e boa, trago-a

nas cismas de saudade em que ando atento,

contemplando-a com os olhos cheios d’água,

nos grandes voos do meu pensamento.

É das mais ricas terras pequeninas,

apraz-me repetir, quando converso:

possui alvas e esplêndidas salinas,

as melhores salinas do universo.

Vejo as ruas compridas, os sobrados,

em meio à nitidez do azul sidéreo,

saudando os horizontes afastados,

a alva torre do antigo presbitério.

Lembro-a no dias belos e fagueiros.

Com o seu ambiente ventilado e quieto,

entre papoulas, morros e coqueiros,

na singeleza mística do aspecto.

Lembro-lhe a enseada, o mangue, que pompeia,

um sugestivo ponto de abrigar,

a costa se alongando, o alvor da areia,

o velante farol de Alagamar!