João Eudes Gomes [Organizador]

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  VI Festival Macauense de Poesia; 38 poetas e 69 poesias. Edição Independente, Macau[RN], 1994.  Apresentação:  1994, foi um ano de muita importância para a luta de valorização e difusão da cultura na nossa região salineira, sob a responsabilidade do jornal “Volante Operário”, nasceu a idéia do Projeto Arte na Praça, cujo objetivo principal é valorizar, incentivar, difundir e apoiar o surgimento de novos valores culturais no Rio Grande do Norte. Partimos do seguinte princípio já que não podemos salvar os talentos abortados diariamente pela truculência material do Capitalismo Oligopolista, expresso de forma mais sintética no Alto índice de Mortalidade Infantil, desprezo e abandono dos adolescentes, exclusão dos adultos e idosos, que formam em conjunto a nossa grande fonte de criatividade de povo mais alegre e contente no planeta terra, pelo menos tentemos apoiar a sua ARTE, é como diz um adágio popular: “morrem os artistas [somos todos nós] mais fica a fama registrada na Literatura, nos espetáculos de Teatro de Rua, nas performances dos Poetas, nas aventuras do Capitão João Redondo [calunga], nos saltos mágicos do Bumba-Meu-Boi, nos improvisos dos Violeiros, nos repentes dos Emboladores de Côco, nos risos dos animadores do Pastoril, na ginga dos bailarinos da capoeira, do Maracatu, do Fandango, do Reisado, da Chegança, no talento dos Pintores, nos acordes da Musica Popular Brasileira”. Nesse contexto se insere o VI FESTIVAL MACAUENSE DE POESIA, que registra para o público esse simples trabalho contendo setenta e um poemas de autoria de trinta e oito poetas Norteriograndenses. Vale salientar que Festival de Poesia não possui caráter de concorrência, e sim de estimular a participação, partindo desse pressuposto eis registrado o nosso esforço contra todos os obstáculos, é a nossa batalha incansável para transformar Macau-RN, NO TERRITÓRIO LIVRE DA CULTURA, nada mais gratificante para um artista do que o reconhecimento afetuoso da população, quanto ao valor literário do que está escrito nos remetemos ao grande e talentoso compositor brasileiro Chico Buarque de Holanda, que em relação aos Poetas afirmou: “mesmo que os poetas sejam pobres, os seus versos serão bons, POIS SAIBAM QUE OS POETAS COMO OS CEGOS PODEM VER NA ESCURIDÃO”… Macau-RN – Dezembro de 1994 JOÃO EUDES GOMES – DIRETOR DO JORNAL VOLANTE OPERÁRIO

  O produtor cultural João Eudes Gomes anunciando a apresentação do Mamulengueiro Chico Daniel, ao fundo levantando a empanada para o espetáculo que trazia alegria para adultos e crianças. Era 1991 em Macau e as atividades do Arte na Praça não tinha dinheiro publico envolvido.

V Festival Macauense de Poesia; 16 poetas e 30 poesias; Edição Independente, Macau, 1993 ;Apresentação “Macau, 26 de julho de 1986, Manassés Campos, Presidente do Grêmio Estudantil Amarildo Bezerra de Morais – Gestão “Construção” – plantou a semente, realizou na Praça da Conceição o 1º Festival Macauense de Poesia.  Lembro-me que na época, apesar da importância do evento, a organização do Festival, por falta de recursos materiais, não teve condições de imprimir cartazes, camisetas, faixas, etc., mesmo assim podemos afirmar que o evento obteve grande sucesso de participação e público. Foram inscritas 25 poesias e 15 poetas foram classificados para a final de Festival. Em julho de 1988, Waldick Melo dos Santos – Presidente do Grêmio – Gestão “Vontades e Consciências” e Vice-Presidente da AMES – Associação Macauense dos Estudantes Secundaristas, toma iniciativa e prossegue na idéia de valorizar a Cultura de Macau, realizando três Festivais consecutivos. Aparentemente, a época mais favorável, no entanto, as dificuldades foram as mesmas, mas a organização do Festival contou com a colaboração da população e conseguiu cartazes, anúncios, premiação, fotografias, camisetas, etc., sendo todos os esforços coroados de êxitos, porque, todavia, aumentou a participação dos poetas e do público. Em 1º de Maio de 1993, a Direção do jornal “Volante Operário” realizou na rua Marechal Deodoro o V Festival Macauense de Poesia. Apesar do descaso do município, o evento obteve êxito merecido, classificando e apresentando ao público presente 30 poesias, 16 poetas e mais show de MPB com cantores e compositores e músicos instrumentistas da cidade. Sempre sonhávamos em registrar, por escrito, um pouco da história dos Festivais de Poesia que foram realizados em Macau, e nunca era possível, não passava na CENSURA ECONÔMICA, mas agora conseguimos fazer com muito esforço esse humilde trabalho. Para nós é demais significativo poder participar da História, não apenas como espectador, e sim, como autor do nosso próprio destino. Dedicamos todo nosso esforço às gerações futuras que, com certeza vão poder viver e usufruir da mais extensa liberdade de expressão, para, quando desejarem dizer poesia na rua, serem ouvidos com respeito, igualdade e alegria. João Eudes Gomes, Jornal Volante Operário, Macau- RN, setembro de 1993.

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