A propósito de Macau na pesquisa da Exame

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A propósito de Macau na pesquisa da Exame

Foto de autor não identificado, 2002, Estação ferroviária de Macau que só chegou em Macau na década de 60, arq. desconhecido

Foi assim e ainda é. Em 28 de julho de 1917, portanto há mais de 90 anos, o editorial da Folha de Macau comentando os benefícios que viriam na esteira da exploração de jazidas de manganês em terras macauenses, encerrava com a frase “taes são as vantagens … que nos inclinamos a crer que o que é bom não nos acontece.”. E desde então, nada aconteceu em Macau. As jazidas de manganês não foram exploradas. O rio não foi dragado; a ferrovia não chegou a tempo; o porto-ilha foi para Areia Branca; a Alcanorte continua morta e os milhões do governo para as empresas salineiras, para a Petrobras e para o possível Polo-Gás-Sal nunca alcançaram os trabalhadores macauenses. A qualidade de vida em Macau continua muito ruim, muito ruim. Mas parece que nada disso, desde sempre, nunca tocou aos políticos macauenses que sempre viveram das migalhas oferecidas pelo governo estadual ou dos empregos que beneficiam a eles e seus apadrinhados. Penso que ainda exista na cidade aquela “patologia comunitária” detectada pela empresa que elaborou o Plano Diretor de Macau na década de 70. Falo e tenho provas: recentemente o programa Globo Mar da TV Globo fez uma extensa matéria sobre o sal do Rio Grande do Norte e pasmem… não tocou no nome de Macau e encerraram a matéria falando nas extensas salinas de Mossoró[?]. Nenhum protesto dos macauenses e principalmente dos seus representantes políticos que talvez acharam que se a Rede Globo não tocou em Macau é porque Macau não tem sal, o que temos lá é miragem! Veja bem eu estou defendendo um bem de Macau e me indigna sim que essa riqueza esteja concentrada nas mãos de duas ou tres empresas cujos proprietários só as conhecem por fotografias. Pois bem, essa é a região de Macau que hoje é responsável por quase 10% do PIB do Rio Grande do Norte, sem contrapartida do governo do Estado – veja a situação da Casa de Cultura de Macau. Recentemente um grupo de empresários visitou o Rio Grande do Norte em busca de investir seu dinheiro. O que foi mostrado como possibilidades de investimentos: fruticultura irrigada, criação de camarão em cativeiro, petróleo, gás, indústria química e a energia eólica estão na região de Macau. A confirmação vem agora nessa pesquisa da Deloite para a Revista Exame. É sim, Macau é uma das dez regiões de maior potencial de desenvolvimento hoje no país, já há alguns anos. Resta saber se os investimentos virão para melhorar a qualidade de vida da população.

 

De Claudio Guerra para o baú de Macau.

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