Gilberto Freire de Melo

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Obra: Absurdos Gramaticais; Autor: Gilberto Freire de Melo; Fundação Félix Rodrigues; Coleção Várzea do Açu; Série A; dezembro de 2005; Pendências[RN]. O autor coleta em jornais, revistas e programas de tv  os absurdos gramaticais que comenta no livro. Diz Gilberto na apresentação: “…, o jornalista ou escritor, como qualquer escultor ou artesão da palavra, não têm outra ferramenta. Seu cinzel é a palavra. Seu instrumento de trabalho, o seu idioma. Como vai construir, edificar, esculpir, escrever bem se não cuida de sua ferramenta?


Obra: Reportagens que ninguém escreveu; autor: Gilberto Freire de Melo; Fundação Félix Rodrigues; Coleção Várzea do Açu; Série A, nº 003; 2000; Manso Artes Gráficas Ltda.; CDD B869.3; CDU 869.0 [813.2] – 34; Pendências[RN]. Orelha do livro por Arlindo Freire: Na cidade de Pendências está situado um gene da humanidade, caracterizado pela criatividade, sabedoria e liberdade cultural, que tem sido desconhecido, ao longo do tempo e espaço do Nordeste brasileiro, em virtude de sua pobreza ou da falta de projeção na comunicação social. O homem de Pendências está ligado ao mundo, assim como o grão de areia está inserto na duna formada das partículas que saíram do mar, levadas pelas ondas e pelo vento em direção ao continente. Como pendenciense, o nosso Gilberto Freire, nascido e embalado pelas águas do rio Açu, tornou-se o gene, isto é, o grão de areia saído daquelas águas correntes para conduzir a sua gente ou o seu povo pelo infinito do oceano em que a vida teve o seu início. O primeiro passo do autor de Reportagens que Ninguém Escreveu foi no ato de sua concepção pelo amor de seus pais, em Pendências de Cima, e, aos cinco anos de idade, quando foi introduzido naquela comunidade, feito com ideal, trabalho, fracassos, vitórias, lágrimas, alegria, fome, desemprego e angústias de ontem e de hoje. Naquele ambiente está a imagem das mulheres que choram, sorriem e falam, além dos que preferem o silêncio, revelando o seu universo de semelhantes primitivos, índios e civilizados, brancos e negros, que vivem em Pendências, em conflito desde quando nasceram, em busca da paz, da felicidade, do amor, e do bem-estar ainda esperados no cenário coletivo. No relato de vinte situações diferentes, simples e populares de Pendências, o legitimo escriba daquelas três populações unidas consegue fazer a síntese da história com a estória, em períodos difíceis que jamais serão esquecidos pelos seres humanos de bom-senso, solidariedade e respeito dos antecedentes e sucessores, mortos e vivos. Com este livro, Gilberto faz a imagem e a poesia de nosso passado, dos que nasceram e viveram em Pendências, dando uma parte de suas vidas para que hoje em dia possamos ter a alegria e o orgulho de saber e reconhecer que somos os seus filhos, descendentes, parentes e amigos, sem esquecer que tudo começou com índios dizimados pelos brancos e civilizados na terra banhada em sangue, apesar de ter sido limpa pelas águas do rio. No ouvido da orelha deste livro, deixamos o abraço para Gilberto Freire, manifestado a partir dos morros do Cabeço, destinado também ao povo pendenciense, com alegria infinita, assim como ao rio, ao solo, às árvores, animais, lua, sal e sol, além das estrelas que nos iluminam desde o alto de nossa tamarineira.

Obra: Cândio Cambão – Resgate de Valores Culturais


Gilberto Freire de Melo; Manoel Torquato, Herói e vítima da guerrilha; Mossoró; Fundação Vingt-Un Rosado, 1999, Coleção Mossoroense, série C, número 1102.

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