Memórias do Escotismo 5 – A falta d’água

Memórias do Escotismo 5 – A falta d’água

Da obra: 25 anos depois, de Padre Penha, editada em 1983

Foto Seu Santos, década 60, acampamento dos Escoteiros na Fazenda de Zé Coelho, arq. José Arimatéia Gomes

Macau atravessava um crise de água sem igual. Os botes de aguadas não vinham. O único carro tanque estava quebrado. Tudo era muito triste. Noite e dia, no Porto, ou no Valadão, uma mãe pedindo um pouco de água pelo amor de Deus para preparar a comida do seu filhinho. Os escoteiros sentiram o problema. Temos que ir a Natal. E fomos. Um trem de água foi remetido urgentemente para Macau, e três carros tanques do Exército foram postos à disposição dos escoteiros. Eles entraram em campo. Filas enormes de noite a dia ao lado do Ginásio. Eles molhados, atendendo a todos. Só neles o povo confiava. Eram os jovens a serviço da comunidade.