O transporte do sal [1940] por Dioclécio D. Duarte

0

O transporte do sal [1940] por Dioclécio D. Duarte

Foto E. Vale, 1940, Embarque do sal no Lamarão. Barcaças e Vapor Tibagi da CCN, do livro A indústria extrativa do sal .. de Dioclécio D. Duarte

O embarque do sal nos portos de Macau e Areia Branca é uma cena dramática. Distante oito milhas da costa, a mercadoria é conduzida até ao lamarão. Numerosas barcaças de madeira são empregadas, montando as despesas em cerca de 12$000 por tonelada, sendo 5$000 de remoção e embarque e 7$000 de frete das barcaças. A maior tragédia, todavia, está nos fretes dos navios e das estradas de ferro que transportam o sal aos centros consumidores, fretes verdadeiramente extorsivos, que erguem barreiras intransponíveis ao desenvolvimento do comércio. Pouca influência, portanto, poderão ter as taxas proibitivas contra a importação do similar estrangeiro, ou tratados comerciais, permitindo a entrada do nosso produto nos portos de outros países, se não atentarmos no sentido altamente patriótico de realizar as obras já projetadas das barras de Areia Branca, Macau, Cabo Frio e Cunhaú [este último está em andamento] e solucionar o grave problema de transporte. O espírito individualista de industriais e operários jamais compreendeu a necessidade de uma organização cooperativista que beneficiasse a todos, ampliando, por outro lado, as possibilidades da produção, com seguro e abundante consumo. p.22, A industria extrativa do sal e sua importância na economia do Brasil, de Dioclécio D. Duarte, editada pelo Serviço de Informação Agrícola do Ministério da Agricultura, em 1941.

 

Deixe uma resposta