Adalberto Amorim [Direção]

 Almanak de Macau – 1909 – Adalberto Amorim – Typografia Comercial – Macau[RN] Edição fac-similar de 1999 – co-edição Sebo Vermelho e Imperial Casa Editora da Casqueira. [Edição com prefácio do escritor macauense Vicente Serejo].  Prefácio da 1ª edição: Porque publicamos o Almanak :  Arrostando com força da vontade, pelo muito amor que votamos a nossa terra, o infifferentismo esterilisador do meio em que agimos, atiramos ao mundo das letras o parco subsídio do nosso trabalho.  Seja elle que vá affirmar bem alto o nosso devotamento pelas letras de nossa extremecida terra.   Que a crítica imparcial e sincera aponte os defeitos, incitando-nos ao aperfeiçoamento da obra que começamos à força de muito sacrifício, no seu julgamento franco e justiceiro.   Concorrer com o nosso esforço para a aperfeiçoamento intellectual do nosso meio, tal foi a intenção que nos guiou à publicação de um almanak, modesto e despretencioso, fructo do nosso minguado cultivo intellectual.  Em 1897, data o Rio Grande do Norte, o seu primeiro almanak, trabalhado com proficiência por dois dos nossos illustres conterrâneos, em cuja publicação a Empreza Graphica, em Natal, esmerou-se em dar-lhe a feição material das mais modernas das publicações congêneres.  Ficou somente em um número, tal foi o acolhimento dispensado pelo publico letrado a um dos melhores almanaks publicados até hoje.   Em 1904, dois moços cujo amor pelo seu torrão querido, excedia quasi aos seus esforços, davam na florescente cidade do Assu à luz da publicidade um pequeno almanak, que bem dizia os sacrifícios com que fora trabalhado.  Ficou tambem, infelizmente, em um numero; e por que sabemos nós, a indiferença que se vota aos que procuram elevar o nível moral de sua terra, é a recompensa que se dá aos muitos sacrificios dos que trabalham luctando com todas as difficuldades para levar avante o ideal que embala os seus sonhares de moços.  Portanto nós que jà contamos com os estímulos que mereceram os que nos precederam na idèa boa da publicação de um almanak, outra recompensa não almejamos alèm de vêr surgir de nossa terra, seja embora de qualquer recanto, um almanak, que vá dizer lá fora o nosso devotamento pelas letras pátrias.  Tenhamos sempre a coragem de enfrentar a avalanche das indiferenças, forças para reagir contra as difficuldades que se nos depararem e serà realisado o nosso desejo.  Aos patrícios a quem nos dirigimos solicitando auxilio para a realisação do nosso desiderato, muito agradecemos o valioso concurso intellectual com que abrilhantamos o nosso modesto annuario.  Para o anno se nos permittirem as forças de que ora dispomos, daremos mais desenvolvimento e melhor feição material ao Almanak de Macau.   O Director”

Adalberto Soares de Araújo Amorim [Adalberto Amorim] nasceu em 21 de abril de 1883 em Assu [RN], filho de Pedro Soares de Amorim e Maria F. De Araujo Amorim. Estudou no Atheneu Norte Rio Grandense e na Faculdade Livre de Direito do Ceará, concluindo em 1907. Foi Promotor público em Macau, São José do Mipibu e Canguaretama. Fundou e dirigiu o Almanak de Macau em 1909. Casou em abril de 1911 com Judith Cortez de Amorim. Foi diretor da Escola de Aprendizes Artífices do Rio Grande do Norte em Natal. Dados da obra Poetas do Rio Grande do Norte, de Ezequiel Wanderley

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