Res pública ou magna latrocínia

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“Todos os tribunais têm. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte tem, o Tribunal Regional Eleitoral tem, o Superior Tribunal de Justiça tem, o Supremo tem, porque vivemos numa vida política. Quem manda no Brasil são os políticos”. Do Desembargador Corregedor do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, Claudio Santos, respondendo aos repórteres Allan Darlyson e Edílson Braga [entrevista para O Poti de 15/01/2012] sobre cargos comissionados nos tribunais, indicados por políticos. Na continuação da entrevista, Claudio Santos nega que exista acordo para as nomeações. Tem razão. Para provar, prova. Elas existem? Você e mais as torcidas do ABC e do América sabe da existência de acordos para as nomeações dos cargos comissionados, mas não pode provar. Cadê as provas? Nos pedem mal educadamente. Então o que o desembargador corregedor afirma é que os que mandam no Estado são deputados, senadores, governador, prefeitos e até vereadores, todos com o seu naco, todos com direito de apontar um afilhado para um cargo comissionado no judiciário, em detrimento daqueles cidadãos que estudam e se preparam para concursos públicos. São eles, estes políticos do estado patrimonialista que enterram a democracia, são eles os responsáveis pelo mal estar da vida no Rio Grande do Norte: cidadãos humilhados nos “baculejos” da polícia nos ônibus; sofrimento das pessoas nos prontos-socorros e hospitais; falta de condições dignas para alunos, funcionários e professores; colapso das Centrais do Cidadão. Se um poder interfere no outro põe em risco a democracia. Executivo, Legislativo e Judiciário devem ser independentes. Acesso ao serviço público só com concurso. Na supressão da Res pública de Cícero, surge a magna latrocínia de Santo Agostinho.

De Claudio Guerra para o baú de Macau

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