Um Rio Grande e Macau e “a mão à palmatória”

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Foto Getulio Moura, 2012, Macau aérea, arquivo: Getulio Moura

É assim: você leu, mas não leu. E foi assim com a história da Macau da França. Quando a Fátima Paulet mandou a notícia, tomei como nova com alguma coisa me dizendo que eu já teria lido em algum lugar. Mas a memória traiu-me e tomei como nova. Bem, agora num comentário do Tião Maia, o Getúlio confirma aquilo que eu não me lembrava. Está lá na página 107 do Um Rio Grande e Macau – cronologia da história geral, do Getulio Moura:  No Diccionário de Geografia Universal publicado em 1883, além da Macau chinesa e da brasileira, consta uma francesa: Macau. Pov. Departamento de Gironde [França] … 

O livro de Getúlio foi fruto de grande pesquisa, por isso devemos consultá-lo antes de qualquer comentário sobre Macau. Getúlio aborda duas hipóteses interessantes no livro:

Foto Getulio Moura, 2012, Rio Assu: um Rio Grande; arquivo: Getulio Moura

1] Para alguns historiadores o Rio Grande que dá nome ao Estado não é o Potengi,  que é pequeno, mas o rio Assú, este sim, grande, com a cabeceira lá na Paraíba;

 

 

 

Imagem Wikipédia: Arara Macao, Ararapiranga, Araracanga ou Macau

2] A origem do nome Macau não é o fato da semelhança com a Macau da China, mas um nome bem anterior, tapuia,  originário da Arara Macao, hipótese que foi defendida pelo historiador Olavo Medeiros. Ciará, Siará, Seara, Ceara é traduzido por vários autores como cantar forte, canto da Jandaia ou canto do Jandoim, mas todos ligados às aves – papagaios e araras – que eram bastante comuns na região.

De Claudio Guerra para o baú de Macau.

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