Profissionais da mecânica e dançarinos do Twist

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Das recordações de Getúlio Teixeira e Zé de Hipólito

Foto de autor não identificado, 1964, Mecanização da Companhia Comércio e Navegação em Macau-RN, colheita do sal; arquivo: desconhecido

Em 1961 surgiu em Macau, cidade carente de mão de obra especializada, a oportunidade de um curso profissionalizante para os jovens. Padre Penha com o apoio importante de Manoel Casado conseguiu vagas junto ao SENAI de Palmares em Pernambuco no curso de Formação Profissional para Jovens — Torneiro Mecânico, Eletricista, Carpintaria e Mecânica.  Realizado o teste de classificação, 13 rapazes foram aprovados e viajaram de trem até Natal. Contou-me Zé de Hipólito que Evandro, motorista da CCN foi pega-los em casa para conduzi-los até a Estação Ferroviária. Em Natal ficaram hospedados no Hotel Caicó e à noite viajaram de ônibus para Recife, onde  já os esperava o veículo para levá-los até Palmares.  Em Recife, aqueles que optaram pelo curso de Elétrica ficaram lá. Foi o caso de José Siqueira (Zé Brito), Aluízio Montenegro (Aluízio de Antão) e Edson Fernandes (Edinho Cabeleira).  Para Palmares seguiram, Reinaldo, Zé Botão, Carlinhos de Artêmio, Zé de Hipólito, Chiquinho de Otávio, Dú, Chiquinho Tulão, Zé Epifânio, Aldo Francisco e Chico de Januário.

A passagem desses jovens por Palmares marcou e mudou por demais a vida deles. Voltaram com outra mentalidade e alguns até com mudança de comportamento. Foi o que aconteceu com Zé Flavio, Zé de Hipólito e Aldo Francisco. Além de capacitados para o trabalho, voltaram exímios dançarinos de TWIST, a dança lançada nos Estados Unidos no inicio da década de 60 por Chubby  Checker e que era a dança do momento no Brasil.  Lembro que certa ocasião quando realizava uma assustado em minha casa,  meus convidados, sabendo da amizade que tinha com Zé de Hipólito,  me obrigaram a ir buscá-lo na casa de sua avó para mostrar suas qualidades de dançarino.

Voltando aos meninos de Palmares, todos tinham emprego garantido quando terminassem o curso.  É uma pena que a falta de cursos profissionalizantes em nossa cidade é um problema já de longas décadas penalizando uma juventude cansada de viver de subemprego. Graças a Deus hoje contamos com um IFRN que, com certeza, irá modificar este quadro.

De Getúlio Teixeira para o baú de Macau

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