O motor da luz nas recordações de Aparício Fernandes

Da obra Macau, Canto de Amor e Saudade, de Aparício Fernandes:… Outro progresso foi a energia elétrica ininterrupta. Quando eu morava em Macau, a energia elétrica estava restrita ao horário que ia das 18 às 23 horas. Dez minutos antes das 23 horas, a usina de energia elétrica da Prefeitura avisava que a luz ia se apagar, e o fazia através de um sinal que todos conheciam: as luzes diminuíam de intensidade até quase se apagarem e esse aviso era repetido três vezes seguidas. Quem ainda estava acordado corria para a cama ou então preparava as velas ou os candeeiros a querosene, porque daí a pouco não haveria mais luz. Isto, diga-se de passagem, quando o motor de luz não resolvia quebrar a sua famosa cabeça, que só podia ser consertada em Natal, o que significava um ou dois meses com total ausência de energia elétrica.  p. 46/47