Nas salinas de Macau, antes das esteiras

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Obra: O Sal – Economia em Questão do Professor Geraldo de Margela Fernandes, edição da UFRN – Centro de Ciências Humanas Letras e Artes  e  Coleção Mossoroense – Vol. 851 – Natal –RN, 1995

Foto: E. Vale, 1940, balaios, operação de carregamento da barcaça, do livro O sal na economia do Brasil de Dioclécio Duarte, p. 29

p. 60 – O uso do balaio perdurou  até 1958, aproximadamente quando foi substituído pelo carro-de-mão. O carro é o terceiro instrumento usado no transporte de sal dos cristalizadores aos aterros. Ele é caracterizado pelos operários tanto pela elevação da produção como pelas péssimas condições de trabalho que impõe. Assim os operários se referem  ao instrumento:

 

 

Foto Seu Santos, 1960, carrro de mão e conferente nas salinas de Macau, arq. Benito Barros 1957-2010

Com o carro aumentou a produtividade, inclusive, veja bem como esse processo vem evoluindo. Para carregar uma navegação de 100 toneladas de sal, depois de empilhado, era obrigado 30 homens para carrear 15 balaios, cada balaio levava 12 cuias. Hoje o carro-de-mão, com 15 homens faz mais serviço, ou seja, carrega mais rápido as 100 toneladas do que a 30 do balaio [operário]

 

Isso até a década de 60 quando as salinas foram mecanizadas e as esteiras substituíram os carros-de-mão.

Da equipe do baú de Macau

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