O macauense Nozinho, batizado Carlos Vasques

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Banda da Casa Edison-RJ, 1900, imagem Google

Biografia: Nozinho [Carlos Vasques], nascido em Macau-RN em 04/11/1887 e faleceu em 20/3/1962 no Rio de Janeiro, cantor, locutor, filho de Jerônimo de Carvalho Vasques e Teresa de Jesus Vasques. Transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1897, aderindo logo à boêmia da época. Em 1917, trocou a música pela Justiça Federal, passando a exercer a função de Oficial da Justiça, posto que manteve até sua aposentadoria. Casou-se com Irene Vasques com quem teve um filho de nome Carlos Vasques Júnior.  Dados Artísticos: Iniciou sua carreira de cantor cômico na Casa Edison, contratado por Fred Figner. Pouco mais tarde, o cantor passou a integrar o primeiro grupo de cantores profissionais da Casa Edison, ao lado de Mário Pinheiro, Baiano, Cadete e Eduardo das Neves. Em 1907, foi contratado para fazer locuções na Casa Edison, anunciando os discos: era ele quem, na maioria das vezes anunciava as músicas nas gravações mecânicas, dizendo que o disco fora “gravado para a Casa Edison, Rio de Janeiro”. No mesmo ano, fez sua primeira gravação: a modinha “Em noite de seresta”, de autor desconhecido. Em seguida, gravou o lundu “O padre e o sacristão” e a modinha “Em noites belas”. Em 1908, gravou pela Odeon a modinha “Olhar de santa”, de motivo popular. No mesmo ano, gravou com Mário Pinheiro e Eduardo das Neves os cômicos “Numa casa de pasto”, “Uma cena entre dois gagos na estrada de ferro”, “Serenata interrompida” e “Uma kermesse”, de autores desconhecidos. Na mesma época, gravou com os dois cantores e mais a cantora Nina Teixeira a cena cômica “Uma festa na Penha”, também de autor desconhecido. Em seguida, passou a gravar na Favorite Records, cujos discos eram fabricados na Europa para a Casa Faulhaber, estreando com a modinha “Recordações”, de autor desconhecido. Considerado um dos grandes intérpretes de Catulo da Paixão Cearense, possuía um extenso repertório de modinhas. Foi o primeiro cantor norte-rio-grandense a realizar uma gravação de disco. Gravou também na Columbia onde lançou as modinhas “Recordação”, de autor desconhecido, “Meu mistério”, de Guilherme Cantalice e Catulo da Paixão Cearense e “Acorda”, de Firmino Cândido de Figueiredo, além do lundu “Depõe a musa”, de motivo popular. Gravou também a modinha “Bambino”, de Ernesto Nazareth.

Lundu

No LP “Os pioneiros”, vol.6 da série “Monumentos da Música Popular Brasileira”, aparece como cantor no lundu “Olhar de Santa”, de autor desconhecido.

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