Bar Livraria, na Praça da Conceição.

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O Bar Livraria de Benito Barros

Foto de autor não identificado, década 80/90, Bar Livraria, arq. Folha de Macau

Benito dono de um bar? Penso que era nos 80, meados, final, não me recordo mais.  Recordo do bar na Praça da Conceição, um bar especial, bar livraria de muito bom gosto. Benito juntava sua paixão pela poesia, leitura, escrita, livros e o local onde gostava de ficar: um bar. Um bar especial que não durou muito, pois se durasse, seria de qualquer outra pessoa, menos de Benito. Foi-se Benito e ficaram suas histórias. Esta, contaram-me logo depois do ocorrido. Repasso como me contaram. Arrendara o bar e o transformou num agradável ponto. Não parecia um bar, melhor, não era um bar, era um bar livraria. Pasmem! Macau com um bar livraria na Praça da Conceição.  Arrendara o bar e, por empréstimo, ficara com os engradados de cerveja vazios – as garrafas, os cascos, — do antigo proprietário que dissera não precisar nunca mais: devolveria um dia, mas que não tivesse pressa. Duas semanas foram suficientes para que o antigo dono do bar sucumbisse à sua decisão de não ter mais bar. Começou a organizar outro lá pela praia de Camapum.  Aí mandou apanhar em Benito as grades de cerveja – os cascos. Benito não era homem de duas palavras: devolveria um dia, prometera. E chegara o dia bem antes do que ele imaginara. Cumpriria o combinado! Sim cumpriria. Entrou no bar e viu que as grades estavam lá – duas – com as garrafas cheias. Mas prometera devolver as garrafas vazias. O portador não voltaria de mãos abanando. Sentou-se no meio fio e mandou que seu empregado trouxesse as cervejas e o abridor. Ali mesmo, abriu vinte e três garrafas de cerveja e as despejou no meio fio, sob os olhares de espanto de Edinho e do camarada Lú que não acreditavam no que viam.

De Claudio Guerra para o baú de Macau

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