Circo e memória, de novo!

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Em setembro de 2011 publicamos este texto de Izan Lucena e ilustramos como pudemos, mas agora,  não é que encontraram uma fotografia e desenterraram mais memórias. Então, decidimos republicá-lo com a fotografia da famosa Troupe.

Circo e Memória       

Foto, talvez Antonio Retratista; decada 1970, da esquerda para direita: Tião Maia, Iran, Mano, Maguinho e Prego. Em baixo, as cabecinhas de Eugênio e Tibúrcio. Do elenco: Peça, Miba, Leila, Darciria, Coelho, Cícera, Denise e Acua. l

Quando criança éramos quatro irmãos (Eu (Izan), Iran, Peça e Coelho) e com uma energia fantástica, super ativa. Liderávamos todas as crianças da nossa rua e com muita imaginação tivemos uma idéia de criar um circo no quintal de nossa casa. Eu, particularmente, era muito tímido e não participava do circo. Mas, na verdade nós éramos somente imitadores do “Circo Continental”, Circo do Seu Zezinho. Imitávamos tudo. E desde pequeno esse mundo mágico me espantava e alegrava a minha vida.   Lembro-me quando José Ribamar “Prego” que era apresentador do Circo começava assim: Respeitável público, o espetáculo vai começar. E vamos apresentar… O circo. E apresentávamos dança, palhaço, acrobacias, teatro, trapézios, malabares, música, entre outras. O nosso circo era para nós uma brincadeira. Era uma possibilidade de alimentar a imaginação, superar limites e aguçar a criatividade, para quem praticava ou assistia ao espetáculo. O circo nos ensinava não apenas as artes, mas o respeito ao próximo, a amizade e a confiança entre o grupo, o caráter, entre outros valores humanos. O palhaço tocador de piano apresentava ”Chiquinho da Padaria e o nosso velho amigo Tião Maia” onde na verdade, eram artistas imitadores de palhaço. No circo era só alegria. No trapézio meu irmão mais velho ”Iran” e  filhos de seu Julinho eram os trapezistas. Uma vez meu irmão tentando namorar uma menina foi se apresentar e escorregou do trapézio e na queda fraturou o braço, quando meu pai chegou do trabalho desmontou todo o circo. E Ficamos muito tristes com o fim do circo. Mas também tinha as passagens engraçadas e cômicas dos participantes do circo. Certa feita a nossa menina que se apresentava na corda, caiu lá de cima, e mesmo sentindo dor, fez a genuflexão e correu lá para dentro chorando de dor. E fiz algumas apresentações ou evoluções com um laço e demonstrava habilidade como malabarista. Maguinho era fantástico no arame bambo. Luiz filho de Seu Chiquinho do táxi era o Equilibrista. Tínhamos a comédia (Teatro) no final de toda apresentação.  Lembrei dessas sensações quando eu olhava o circo que se apresentava no meu bairro. Pensar nisso, é nostálgico, mágico, quase romântico… De uma infância que ressalta em meu ser.

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