Um prédio e seu destino

Foto Getúlio Moura, 1998, predio de Amaro do Vale, arq. José Arimatéia Gomes

De Getúlio Teixeira, memorialista macauense, recebemos o registro sobre um dos prédios mais expressivos de Macau, hoje de propriedade de José Lopes e família.  Situado na Praça da Conceição esquina com a Rua São José, o edifício é um marco da cidade, mesmo depois da reforma que o descaracterizou.  Lembra  Getúlio Teixeira  que o prédio foi mandado  construir por Joaquim do Vale [Quinca do Vale] para uma loja de tecidos, chapéus, perfumes, etc.  No livro Breve relato da história de Macau… do médico macauense Amaury de Medeiros Bezerra também encontramos o registro sobre o prédio construído na década de 1930/1940.

Foto de autor não identificado, década 1940, Amaro do Vale, sua esposa Amália Paiva e os filhos José Olavo, Ieda, Antonio Onaldo e Maria Mercês, arq: Hilda Paiva

Amaro do Vale, sobrinho de Quinca do Vale, herdou o prédio e a loja e manteve o comércio até o seu falecimento. O edifício, grande e com várias salas, abrigou ao longo dos anos os mais diversos tipos de atividades. Getúlio cita o escritório do advogado Dr. Dutra, o consultório do dentista José Olavo, uma boate de sua propriedade, a residência [no 1º andar] de Lamberto Rodrigues, chefe do IAPM e na parte térrea pelos fundos, o IAPM [Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Marítimos]. Ainda na parte térrea funcionou o Bar Brasileiro, ponto de encontro do time  de bola ao cesto [basquetebol] Cabeça de Touro e a sapataria de Elesbão Canuto.  Getúlio Moura no seu livro Um Rio Grande e Macau, cita na página 153 que numa das salas para a Rua São José funcionou de 1986/1990 o atelier de pintura dele e João Vicente.  Claudio Guerra acrescenta também que vizinho ao ateliê de Getúlio e João Vicente funcionou por alguns anos da década de 1980 a sede do Núcleo Sindical dos Bancários de Macau.

Da equipe do baú de Macau