Waldemar de Almeida

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Marluze Romano interpreta Waldemar de Almeida – dados técnicos da gravação

Waldemar de Almeida por Claudio Galvão

Waldemar de Almeida; acesse e ouça as músicas de Waldemar de Almeida:

http://www.musica.ufrn.br/projetos/extensao/wa/oluciano/index.html,

DADOS BIOGRÁFICOS: É autor dos livros “NORMAS PIANÍSTICAS”, “DO RECIFE DA VARSÓRVIA”, “DO RECIFE A DALAS”; “HINO NACIONAL BRASILEIRO”; e numerosas conferências como “CARLOS GOMES, O INTÉRPRETE DA ALMA DA RAÇA”, “CANTO ESCOLA DO BEM”, “CRISTO E A MÚSICA”, “LISTZ E  SUA  MÚSICA”, “COMO APRENDER A OUVIR MÚSICA”, A MÚSICA NAS UNIVERSIDADES”, “VILLA LOBOS”, “O MARTÍRIO DO HINO NACIONAL”, “MÚSICA DE CÂMERA” e várias outras. Nasceu Waldemar de Almeida na cidade de Macau (RN) no dia 24 de agosto de 1904. Foram seus pais: Cussy de Almeida e d. Coríntia Henriques de Almeida Estudou no Atheneu Norte – Rio – Grandense e na Escola de Comércio de Natal. Despertou sua vocação para a música muito cedo, embora contra a vontade do pai, que desejava encaminhá-lo ao comércio. Aos dez anos de idade, entretanto, já participava das audições de piano no Teatro “Carlos Gomes”, interpretando a “Sonata Patética” e a “Sonata ao Luar”, de Beethoven. Diante de seu interesse pela música, familiares seus convenceram  o velho Cussy a Mandar Waldemar estudar música no Rio de Janeiro. Teve ali professores famosos como Luciano Gallat, Agnelo França(harmonia) e Lima Coutinho (teoria da música). No 8.º ano do curso, transferiu-se para Berlim, aperfeiçoando estudos de piano com mestres renomeados como Walter Burle Marx, Ruldof Hauschild e harmonia com maestro Wilhelm Forck. Após quatros anos e estudos na Alemanha, transferiu-se para a cidade de Paris, a convite do seu amigo Audifaz de Azevedo, que se ofereceu para custear os seus estudos. Na capital francesa estudou com o grande pianista Flado Perlemutter, durante dois anos, regressando após o Brasil. Em férias, em Natal, com a revolução de 1930, perdeu esperanças de regressar à França. Senhoras da sociedade natalense pediram para que lhes desses aulas de piano, iniciando assim o sue curso particular. Logo a seguir foi nomeado professor de música e canto orfeônico do Atheneu. Fundou, depois, o Instituto de Música, atendendo pedido do Interventor Bertino Dutra. Foi ainda professor de canto orfeônico do Colégio Marista de Natal. Fundou a revista “SOM” – especializada em música, da qual editou vários números. Promovia recitais de seu alunos anualmente, assim como concertos de famosos artistas nacionais e internacionais. Por diversas vezes, integrou comissões de concursos de piano no Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Salvador, Recife. Não quis fixar-se no Rio de Janeiro, atendendo apelo de Villa-Lobos, para dirigir grupos de canto orfeônico. Em Natal, nos seus vagares, ia compondo a série de danças para piano, na maioria baseadas em temas folclóricos. Escreveu para piano “Paisagens de Leque”, oito peças, com seguintes títulos: “Valsa Nobre n.º 1”; “Borboletas”; “Passeio às Rocas”; “Desfile de Quintal”;  “Acalanto da Bela Infanta”; “Realejo”; “A Baronesa”; “Camundongo Mickey”. Escreveu ainda “Dança de Mamulengo”, “Dança de Índios”; “Divertimentos” n.º 1, 2, 3 e 4; Uma “Tocata”, “Invocação n.º 1 e n.º 2”; “Valsa Nobre n.º 2”; “Pastoral”; “Brincando com Teclas”; “Acalanto e Modinha”; “Noturno em Mi  Bemol Menor”; Prelúdio n.º 1”; “Prelúdio n.º 2”: “Dancinha”; “Fantasia para Dois Pianos ”; “Hino dos Estudantes do Rio grande do Norte”; “Hino a Santana”; “Hino a São Judas Tadeu”; “Canto Guerreiro”; “Canto da Raça” e várias outras páginas musicais. A falta de compreensão de um dos governadores do Rio Grande do Norte, reduzindo a pequena subvenção anual com a qual mantinha o instituto de Música – fez com que Waldemar tomasse a decisão de abandonar Natal e fixar-se no Recife, a partir de 1950. Aqui reiniciaria o seu curso particular de piano, apresentando também audição de alunos com novos valores da cultura artística pernambucana. Um nome – entre seus alunos – que logo se destacou foi o da brilhante pianista Eliana Caldas Silveira. Ela participou do V Concurso Internacional de Piano “Frederico Chopin”, em Varsóvia, em 1955. Waldemar também esteve à competição internacional, como observador. Desenvolvendo suas atividades no Recife, Waldemar  foi eleito o primeiro presidente da Ordem dos Músicos de Pernambuco, instalado aqui na instituição de proteção e assistência aos músicos profissionais. Foi catedrático de Música e Canto Orfeônico da Escola Normal de Pernambuco. Cursou no Recife a Faculdade de Direito da UFPe, recebendo o sue diploma de bacharel em Direito no ano de 1955. Merecidamente, Waldemar de Almeida distinguido com vários títulos e diplomas culturais, entre eles o de sócio correspondente da Academia Brasileira de Belas Artes; da Escola Superior de Guerra, da Sociedade Lírica de Pernambuco figurando sua biografia em vários dicionários musicais importantes como ao da Argentina, do México, da Espanha, dos Estados Unidos e em compêndios de Histórias da Música no Brasil. É autor dos livros “NORMAS PIANÍSTICAS”, “DO RECIFE DA VARSÓRVIA”, “DO RECIFE A DALAS”; “HINO NACIONAL BRASILEIRO”; e numerosas conferências como “CARLOS GOMES, O INTÉRPRETE DA ALMA DA RAÇA”, “CANTO ESCOLA DO BEM”, “CRISTO E A MÚSICA”, “LISTZ E  SUA  MÚSICA”, “COMO APRENDER A OUVIR MÚSICA”, A MÚSICA NAS UNIVERSIDADES”, “VILLA LOBOS”, “O MARTÍRIO DO HINO NACIONAL”, “MÚSICA DE CÂMERA” e várias outras. Em 1949, Waldemar de Almeida foi eleito membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, ocupando cadeira n.º 18 que tem como patrono Augusto Severo. Na sua posse pronunciou belo e substancioso discurso, sendo saudado efusivamente pelo ex-governador Juvenal Lamartine de Faria. Deliberando transferir sua residência para São Paulo, Waldemar chegou a viajar para a capital paulista, mas, poucos meses depois, veio a falecer  no dia 26 de maio de 1975, com setenta e um anos de idade. O seu sepultamento se verificou em Natal.