Uma poesia de Fatima Marcolino

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Foto: Clarissa Guerra, 2010, Varandas da Maré Mansa, arquivo

Como uma poesia de Jacques Prévert,  Fátima Marcolino mostra em verso uma leitura do cotidiano, esta  nossa rotina de trivialidades, amor e esperança.   

Rotina

Acabo de pensar se fosse diferente

Cada casal na cobertura da paz

Sorriso de acabar de acordar

Coisa de estar bem com o outro

 

Penso em falar de todas as mesas

Pão com manteiga, queijo e café

Naquela xícara de porcelana e leite

Comer junto e falar da noite passada

 

Falo de amores e viveres, corro.

Ainda é cedo para tanta tarefa.

Tem gente esperando por atendimento…

 

Corro para o beijo! Dá tempo começar o dia

Pensando na hora de voltar,

Encontrar o ninho e começar de novo.

 

Fátima Marcolino – Macau (RN), 15 de junho  de2011

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