A SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

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A SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

Com o tema Ciências do Mar, herança para o futuro, a 62ª Reunião Anual da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, realizada de 25 e 30 de julho deste ano em Natal, no campus da UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte, abordou um  assunto do dia a dia dos macauenses: o mar.

A entidade, fundada em 1948 por cientistas e amigos da ciência que acreditavam na importância da ciência para a melhoria da vida do homem, configura-se como um dos mais importantes fóruns para o debate científico no nosso país.  A SBPC é uma entidade civil e sem fins lucrativos e tem como norte a contribuição para o avanço científico,  tecnológico, educacional e cultural e exerce um papel fundamental na difusão e popularização da ciência. Com sede em São Paulo e site www.sbpcnet.org.br , possui mais de 90 sociedades científicas associadas e cerca de 2 mil sócios, entre pesquisadores, docentes, estudantes e amigos da ciência.

Macau é mar. A planície salgada e luminosa de Macau com o seu mar, gamboas e manguezais é um importante sítio de produtos e berçário da vida marinha.  Tudo em Macau remete ao mar: o trabalho, os produtos do trabalho, a cultura, a poesia, a literatura estão todos imbricados numa teia marinha onde não se pode tocar num sem tocar nos outros. Apesar dessa riqueza natural que o trabalho humano transforma em bens utilizando a mais avançada tecnologia, a região continua como uma das mais miseráveis do Brasil.  A ciência não chega a Macau para melhorar a vida do trabalhador macauense.

Faço a reflexão por ocasião do encontro de cientistas, apontando para a falta de sintonia entre a produção científica das universidades e o trabalhador.  Penso que o  conhecimento científico,  o avanço das ciências e as novas descobertas só têm sentido quando serve para melhorar a vida do trabalhador.  A eliminação do trabalho penoso, a melhoria das condições de saúde, higiene e lazer, são fatores preciosos a serem obtidos com o avanço da ciência. Fora disso,  é nada, não conta.  Ainda hoje, doenças provocadas por diversos tipos de trabalho vitimam trabalhadores. Para ficar no básico, hoje, como há 100 anos, os pescadores macauenses continuam desaparecendo no mar e trabalhadores continuam caindo “de uma grande altura”, como disse na poesia/protesto o magistral poeta potiguar Jorge Fernandes.

O conhecimento científico não pode continuar retido intramuros nas universidades. Também não pode continuar revertido à uma parcela da sociedade que se apropria dos novos produtos e passa a cobrar caro por eles. O trabalhador, este que mantém com seu trabalho universidades e centros de pesquisas,  quase nunca se beneficia do conhecimento gerado.

Claudio Guerra / julho de 2010.

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