O comércio do avoador em Macau. Os anos eram os cinquenta e sessenta!

Abrindo a caixa da memória.

Getulio Moura, 2007, secando avoadores em Diogo Lopes

O post sobre a pesca do avoador levou o colaborador deste sítio, o macauense Getulio Teixeira lembrar-se do comércio desse peixe em Macau. Ele diz que “a pesca do avoador me transportou ao tempo em que a comercialização dessa iguaria era realizada na Rampa do Mercado, local onde hoje é o Banco do Brasil. Finais de semana  era comum encontrar dezenas de garajaus de avoador esperando os caminhões para serem transportados para as feiras do interior do Rio Grande do Norte e da Paraíba.  Para quem não sabe, o garajal foi uma maneira encontrada pelos pescadores para embalarem o peixe e poderem transportar com mais facilidade na carroceria dos caminhões. Era confeccionado com vara de mangue e amarrados com embira, cada garajal continha um milheiro de “avoador”, todos escalados e devidamente salgados.  Os peixes vinham de Diogo Lopes, Guamaré e Macau. Os comerciantes aproveitavam os caminhões que vinham com farinha, rapadura, mel, etc. para a feira da cidade e levavam nosso produto para outros rincões.”  De Getulio Teixeira para o baú de Macau