Uma poesia de Fátima = O Ninho

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O NINHO 

Um ninho num flamboyant

Caindo a tarde de verão

O vento balança as folhas

Ele é feito de material leve

 

O sol de põe, a lágrima vem

O ninho pendurado a balançar

Começo de vida num ovo

E não cai, o ovo não cai

 

O vento sopra forte

A lágrima se multiplica

A dor precisa passar

A mulher e o ninho não caem

 

O vento não os derruba

A lágrima não a mata

Nos dois há vida

Criada e incriada.

 

Fátima Marcolino – Macau (RN), 15 de janeiro de 1995

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