Um pedaço da rua da Frente: das recordações de Getulio Teixeira

 

Foto E. Vale, 1936, rua da Frente e seus prédios, foto cedida por Helder Marques

Vendo a foto do sobrado de José Fernandes recordo que durante algum tempo, lá pelas décadas de 1950 e 1960, no térreo, funcionou a Cooperativa da Companhia Comércio Navegação que vendia gêneros alimentícios mais baratos e de melhor qualidade aos funcionários da empresa.  Essas mercadorias ainda estão bem vivas na minha memória, o queijo do Reino, a cerveja  Antártica Paulista, o biscoito Aymoré em latas de cinco quilos, o biscoito champanhe, delicioso, o cigarro que vinha do Rio de Janeiro e a  carne de charque lá do Rio Grande do Sul. O bacalhau vinha  em barris de madeira e o feijão preto era coisa rara em Macau. Dos funcionários, lembro-me de Sadock Albuquerque que era o gerente, e de  Chico de Firmo, João de Aquino, Badoléo e Quincô que levava as compras até as casas dos fregueses.  Ao lado do sobrado era o almoxarifado da Companhia Comércio e Navegação, onde hoje é o Museu de João de Aquino, depois a casa onde morou José Mossoró, e minha madrinha Lulú.  Zé Mossoró, como era conhecido, era o chefe do tráfego das barcaças da CCN. Depois,  vinha a casa de Dona Julieta Honório, mãe de Hildete Casado e vizinho a casa do gerente da CCN, Manoel Casado. Belas recordações. 

De Getúlio Teixeira para o baú de Macau