As controvérsias do topônimo Macau

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Imagem Google, Macau-China, nenhuma semelhança geográfica com a Macau brasileira

O pesquisador Câmara Cascudo sugeriu em 1952 que o nome Macau foi originário da Macau chinesa. Ele apenas aventou a possibilidade, mas não confirmou nada e nem pesquisou sobre o assunto. A opinião foi aceita pacificamente até 2003 quando o historiador Olavo de Medeiros Filho lançou dúvidas à conclusão de Cascudo [nota 4 da página 181 da obra: Ribeiras do Assu e Mossoró – notas para a sua história, Fundação Guimarães Duque – Coleção Mossoroense – 2003, Mossoró[RN].  Tal fato foi argutamente observado pelo escritor Getúlio Moura que na sua obra Um Rio Grande e Macau – Cronologia da História Geral, faz a seguinte observação na página 106:  “considero como mais acertada a versão defendida por Olavo de Medeiros Filho, de que o topônimo brasileiro MACAU provém da arara-vermelha que os europeus chamavam de macau …”.  Agora em 2012, surge uma nova possibilidade para a origem do topônimo. A macauense Fátima Paulet foi saber a origem do nome da Macau francesa e descobriu que uma das hipóteses é que seja originária do latim, “malum cavum” que significa “lugar perigoso, cheio de bancos de areia e correnteza, onde a embarcação corre perigo”. Considerando que o latim era a língua corrente dos primeiros navegantes europeus que chegaram à região de Macau e que o local foi desde sempre perigoso para a navegação, pois é cheio de bancos de areia e correntezas, fica agora mais esta possibilidade à origem do topônimo Macau.  

Fátima Paulet, 2012, Macau, França; arquivo

Nada mal,  se tínhamos apenas uma, agora temos três hipóteses.

De Claudio Guerra para o baú de Macau.