Almanak de Macau 1909 – ligeiros apontamentos da página 17

Uma contribuição inestimável do companheiro Benito Barros [1957-2010] a Macau foi a reedição do Almanak de Macau – 1909.  Imperial Casa Editora da Casqueira em coedição com o Sebo Vermelho de Natal  [ edição fac-similar – 1999].

Município de Macau – [ligeiros apontamentos] – página 17

 

Getulio Moura, 2011, Ilha de Macau, arquivo

Quando em 1825 foi abandonada completamente a pequena Ilha chamada de “Manoel Gonçalves”, que demorava a nordeste entre a barra do rio da ilha do mesmo nome e o oceano, seguiram em 1829 para a ilha de Macau, que ficava próxima, como fundadores da Povoação de Macau, os portugueses – Capitão João Martins Ferreira, com seus quatro genros, José Joaquim Fernandes, Manoel José Fernandes, Manoel Antonio Fernandes e Antonio Joaquim de Sousa e João Garcia Valladão, Francisco José da Costa Coentro, Eliziário Cordeiro e o brasileiro Jacintho João da Hora; e era então habitada a Ilha de Alagamar com quatro fogos, pelos  práticos da barra de Macau. A Ilha de Macau demora à margem direita do rio Assú próximo a sua foz, circundada de rios salgados e piscosos. Tem seis quilômetros de extensão de leste a oeste e dois e meio quilômetros de largura de norte a sul. Sua povoação foi elevada á categoria de villa por lei provincial nº. 158 de 2 de Outubro de 1947, e á cidade pela lei nº. 761 de 18 de Setembro de 1875, compreendendo os districtos de Macau, Aguamaré e Tabatinga. A extensão territorial do Município pelo litoral é de 66 kilometros e pelo interior de 60 kilometros, limitando-se pelo poente, sul, e nascente com os municípios de Assú, Angicos e Touros. O município constitúe um só districto judiciário e é sede da comarca de Macau, que abrange os districtos judiciários das villas Angicos e Jardim de Angicos.