Como uma pessoa livre se torna escrava.

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De Macau e região sempre saíram trabalhadores que foram buscar em outros lugares o seu ganha-pão. Lembramos que muitos macauenses foram para a Amazônia trabalhar nos seringais durante o chamado “esforço de guerra” – para suprir os Estados Unidos com borracha. Foram chamados de “soldados da borracha”, mas isso não significou nenhum benefício para eles. Muitos morreram lá e até hoje as famílias não sabem o que aconteceu. Outros conseguiram voltar para Macau, como o trabalhador Venâncio Zacarias que viria a ser prefeito de Macau e cuja epopeia  o ex-deputado Floriano  Bezerra, seu filho ,  deixou tão bem registrado no livro de sua autoria Minhas Tamataranas, linhas amarelas, à página 107:

“Ano de 1943, obteve registro da Associação na Delegacia Regional do Trabalho/DRT. Em privações insuportáveis com a família, sem poder trabalhar, fez inscrição no SENTA – Serviço Nacional de Trabalhadores para o Amazonas. Aí liderando Turmas de Trabalhadores rumou no Inferno Verde, onde foi seringueiro/lenhador em Manacapuru, estado do Pará, no Desterro, fazenda/seringais do paraibano de origem – Sr. Manoel Saraiva, durante mais de dois anos. A duras penas conseguiu que o Interventor Federal lhe desse garantias de segurança até embarcar no vapor que o traria para o Nordeste, e tudo assim para que não fosse morto pelos sicários do citado seringalista escravizador dos seringueiros que operavam em suas propriedades, desde que lhe pedissem as contas e, com estas, roubados, protestassem. Esse era o regime de escravidão que reinava no fabuloso Amazonas”.

Ainda hoje trabalhadores são escravizados no Brasil e nós não podemos ficar  calados. Leia mais em: 

 

 http://www.reporterbrasil.org.br/conteudo.php?id=5

 

 

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