A poeira de Macau [2] em Macauísmos, de Benito Barros

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E. Valle, 1939, rua Princesa Isabel, arquivo Francisco Gama

Quando mudei-me para Macau em 1981 o problema era pequeno. Existia, como ainda existe hoje, mas  não causava grandes incômodos. Soprava o vento nas ruas descalças e levava a areia para dentro das casas. Elas iam se acumulando nos forros e de tempos em tempos era preciso removê-la. Ainda hoje existe o problema.  Houve tempo que a chamada “poeira” era quase insuportável, mas com a urbanização e a ocupação das áreas das dunas, principalmente as do Porto do Roçado, o problema foi diminuindo. Mas foi um grande problema como registrou a Drª Auzenda, médica que clinicou em Macau nos idos dos 1940/1950 [Leia A poeira de Macau 1]. De Claudio Guerra para o baú de Macau.

Do Macauísmos – Lugares e falares macauenses, de Benito Barros

Em 6 de julho de 1948 um vereador fez o seguinte requerimento que se encontra do Arquivo da Câmara Municipal:  “(…) Requeiro que a Mêsa da Câmara, ouvido o plenário, solicite do sr. Prefeito mandar remover os morros de areia que ameaçam obstruir varias casas das ruas Princesa Isabel, Bôa Vista e Caicó, desta cidade.  S.S. em Macau, 6 de julho de 1948”.  O  registro está no verbete Princesa Isabel, r. à página 172 da citada obra, 2ª edição. Benito  registrou também que o requerimento não foi aprovado pelo voto de desempate.

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