De seca, de chuvas e de inverdade

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Getulio Moura, rio Assu, inundação de 2011

É bom prestar atenção no que disse o vice-presidente do Sindicato da Indústria de Extração do Sal do Rio Grande do Norte, Airton Paulo Torres [JH 27/7/2012 p. 7]. Ele afirma que a queda na produção salineira se deu em razão das “chuvas intensas que caíram durante os anos de 2009, 2010 e 2011 sobre uma região produtora que só enfrentava precipitações altas a cada década”.  Eu morei por 20 anos em Macau e também conheci os índices pluviométricos da região desde 1940 e acredito que Airton Torres tem razão. O que é estranho é parte da mídia anunciar desde maio deste ano “a maior seca dos últimos 40 anos”. Por toda a minha vivência de 30 anos no Rio Grande do Norte, afirmo que se choveu intensamente em Macau nesses anos [veja a foto] é porque no restante do Rio Grande do Norte choveu também, nesses anos, o suficiente para afogar toda a hipocrisia que reina em solo potiguar e que não é pouca. Não é estranho? A quem interessa falar em seca?

De Claudio Guerra para o baú de Macau

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