Pátria Amada: uma poesia de Genildo Mateus

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Clarissa Guerra, 2010, barco abandonado delta de Macau

Ocorreu tanta coisa na Nação

Muitas histórias são obscuras

Muitas mortes, muitas sepulturas

Muita porrada, muita opressão,

Com pessoas mortas dentro da prisão

E a arte com sua escritura

Presa no golpe da ditadura

Nas suas memórias resistentes

Dentro dos sonhos mais reluzentes

Vive assim a literatura

 

Quero minha Pátria

Descoberta… Toda aberta

Totalmente nua

Quero gozá-la

Em berço esplêndido

Quero amá-la

Toda desnuda

Na transa-ama-zônica

Na zona… Quero tê-la

Nas teias dos emaranhados

Entre espinhos e rosas de pedras

Quero a Pátria amada

Como uma mulher… Vagabunda

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