Uma poesia de Nair Damasceno

Relembrando Macau 

Barro vermelho,

Moinhos, cataventos, 

Em sintonia com o vento;

Tanques com “água de grau”

Desafiando o tempo,

Nuances de lilás

Tremulando ao meio dia.

 

Chuva escassa,

Cheia de graça;

Rio Açu navegável,

Vento, às vezes, indomável,

Sol de deserto

Em mar aberto,

Um farol solitário e triste

Perdido na areia

Do caminho do mar

Pranteia.

 

Pirâmides brancas como a neve

Subindo aos céus

Esperando ficarem maduras.

 

Céu e rio banhados de vermelho

Ao entardecer,

Lua querendo nascer,

Primeira estrela surgindo

Completam um cenário lindo.

 

Sal, doce sal,

Macau.

 

Nair Damasceno [ndapaiva@yahoo.com.br]