Dr Vulpiano por Carlos Lira Jr em maio de 2012

Carlos Lira Jr  em 2/mai/2012 no blor Território Livre de Laurita Arruda

Acho que ao final do ano 1973, não me recordo muito bem, deveria ter uns cinco ou seis anos. Meus avós como de costume, estavam sentados em suas cadeiras de balanço no terraço, me observando brincar. As imagens já não são mais tão claras depois de muitos anos. Lembro-me que foi antes do saudoso lanche da manhã que minha avó sempre preparava, e o meu era especial! Na época do ocorrido a casa era frequentada mais por pessoas necessitadas e um ou outro amigo, além da família. Segundo relatos da minha avó alguns anos depois, algumas pessoas não se sentiam muito bem em frequentar a casa deles… Mas, aquela manhã aconteceu algo que me marcou. Foi a visita de um amigo dos meus avós e o incômodo que eles sentiram quando o amigo partiu em tão pouco tempo de visita. Lembro-me de ter perguntado a minha avó: “O que foi vovó?” E ela respondeu: “Não foi nada! Continue brincando.” Porém, eu escutei meu avô dizendo: “Não faça isso! Vão encontra-lo!” E quando ele foi embora, outro comentário: “Ele tem que ficar é mais seguro.” Recordo-me ainda hoje exatamente por causa dos comentários. Se não era nada, porque tanta preocupação? Isso foi o que eu consegui escutar de um diálogo que ocorreu entre o meu avô, Dr. Vulpiano Cavalcanti de Araújo, e seu grande amigo e companheiro de lutas, Dr. Luiz Ignácio Maranhão Filho.