O Farol de Alagamar

 

E. Valle, déc. 1950, barcaças e navios no Lamarão de Macau

Os faróis foram criados como instrumento de orientação aos navegantes, para indicar a entrada de portos ou a presença de recifes, bancos de areia ou outras áreas perigosas. Antes do seu aparecimento, já havia, por volta do VIII a.C., costume de acender fogueiras nos pontos críticos do litoral, ao longo das rotas mais navegadas. A primeira construção desse tipo foi provavelmente a torre levantada diante do porto de Alexandria, no Egito. Calcula-se que tinha aproximadamente 120 metros de altura, a luz produzida pela fogueira em seu topo era visível a 50 km de distancia graças a um conjunto de espelhos.

Na segunda metade do século XIX o problema da luminosidade dos faróis começou a ser solucionado com a utilização de lâmpadas alimentadas com gases derivados de petróleo, principalmente o acetileno.

Nós temos em Macau um farol de navegação. Até os anos sessenta ele brilhava altaneiro na Praia de Alagamar, ficava localizado mais ou menos onde hoje existe uma quadra de esporte. Existia a residência do faroleiro e ao lado, com aproximadamente 20 metros de altura, alcançando sua luminosidade até vinte quilômetros. A lâmpada do farol era alimentada por tubos de acetileno, a sua manutenção era de responsabilidade da Capitania dos Portos, apesar do faroleiro ser civil. O velho farol tinha uma escada que levava ao seu topo que era um verdadeiro desafio a sua escalada. Na casa do faroleiro era costume acontecer, aos domingos, festas dançantes.

 No final dos anos sessenta o farol, já bastante deteriorado em sua estrutura foi transferida para a caixa d’agua da CCN, que foi CIRNE e agora SALINOR,  onde funciona até os dias de hoje.

De Getúlio Teixeira[ getulioteixeira50@yahoo.com.br] para o baú de Macau