Capitalismo? Não, não nos enganemos.

 

Angústia, por Cagê, 2009

A maioria quer vida com dignidade. É isso. Vida decente foi o que pediu Ban Ki-Moon o secretário-geral da ONU para os donos do mundo, agora na 67ª Assembleia do organismo. É possível vida decente para todos no capitalismo? Não, não é. Não nos enganemos. É fantasia que o capitalismo proveria a todos. É mentira. Faço a mesma pergunta que o professor Luiz Gonzaga Belluzzo fez outro dia num bom texto para o jornal Valor: “Em que momento homens e mulheres – sob o manto da liberdade e de igualdade – vão desfrutar da abundância e dos confortos que o capitalismo oferece em seu desatinado desenvolvimento? Em que momento, também pergunto. Karl Marx não tinha essas dúvidas. Depois de mergulhar nas filosofias, economias, história e sociologias existentes, conseguiu entender o “como funciona”.  Produção social e apropriação privada: é o capitalismo. Queda tendencial da taxa de lucro: é o capitalismo. O capitalismo teve o seu tempo e prestou grandes serviços para o bem estar do homem, mas agora, prejudica. Não há como suportar o grau de destruição de forças produtivas que é preciso  para sua sobrevivência. O nacionalismo, sacado pela burguesia nos tempos de crise não funciona mais.  Parece-me que só armas contra o povo funciona: armas que embotam a mente ou então ferem o corpo. Para mudar é preciso que também tenhamos  a clareza do banqueiro inglês falando agora em 2012 para os gregos:  É luta de classes e nós estamos vencendo!            De Claudio Guerra para o baú de Macau.