Simples assim: Dirceu e Genoíno

É luta de classes. Simples assim. Não há um Estado pairando sobre as classes. O Estado é o Estado da classe dominante. Simples assim. A classe dominante no Brasil é a burguesia que em 1930 conseguiu aparar arestas militaristas, consolidando-se com o que era bom para todos. O todos é a burguesia, rural, industrial, comercial, financeira, nacional ou internacional, como queiram: é a burguesia, quase apaziguada com o primeiro Getúlio Vargas, quando pode definir o inimigo e enfrentá-lo. Melhorias para a classe trabalhadora: carteira de trabalho, etc. Mídia sob controle e “pau” nos comunistas. Que o diga o amigo macauense Zé de Damiana que nos quarenta e cinquenta, com Doutor Vulpiano, fugia pelos becos de Macau com a polícia no encalço. Segue a burguesia. Depois, matou o segundo Getúlio Vargas, e não suportou João Goulart: nacionalismo demais. No 1964 golpeou: feriu a Constituição Brasileira e tirou do poder um Presidente eleito com o voto do povo. Prendeu, torturou e matou. Simples assim. Quando julgou apaziguado, autorizou os partidos: todos, até os comunistas. Era 1985.  É república, lembrem-se. Não se pode esquecer que é República, é res publica, é coisa do povo, é coisa pública. Chegamos ao 2012 como campeões da desigualdade social. Para a burguesia é mídia sob controle até porque a economia quase não passa mais pela política. Para os “de esquerda”, agora, as armas são outras. Simples assim. Abate-se o inimigo com suposições, dentro da lei. As vítimas são os patriotas brasileiros José Dirceu e José Genoíno a quem todos nós brasileiros devemos muito. Se eles não toldaram a água, pouco importa. Serão condenados. É luta de classes.

De Claudio Guerra para o baú de Macau