Aluízio Alves, populismo e a Cruzada da Esperança em Macau: eram os sessenta!

 

Cruzada de Esperança em Macau no palanque improvisado na carroceira de um caminhão. Da esquerda para a direita estão Francisco Veó Oliveira, Afonso Dantas, Nilton Oliveira, Laércio de Medeiros Bezerra, Afonso Barros discursando e o candidato Aluízio Alves.

“Sendo originariamente vinculado aos setores oligárquicos, Aluízio Alves representou, entretanto, nas eleições de 1960, essa força “modernizadora”, essa “nova mentalidade nordestina”, conforme assinala Cohn, citando Robock. Deputado federal desde 1946, Aluízio Alves sempre fora vinculado á UDN, a José Augusto e a Dinarte Mariz. Passava da condição de deputado federal menos votado em 1945 para a de mais votado nas eleições parlamentares de 1958. Na Câmara Federal sempre teve destacada participação. O espaço político que havia conquistado conferia respaldo à sua pretensão de governar o Estado. Dinarte Mariz não concordou e lançou como candidato à sua sucessão o também deputado federal Djalma Marinho, tendo Vingt Rosado como vice. Aluízio não desistiu da candidatura, quando então recebeu o apoio do PSD, formando posteriormente uma coligação denominada Cruzada da Esperança com o PTB, PDC e PTN.  …  A campanha política foi feita utilizando as modernas técnicas de comunicação e com forte apelo emocional, seguindo as recomendações de uma empresa de publicidade… Utilizando alguns slogans com expressões tais como “Fome e Libertação?, Mendicância ou Trabalho?, “Miséria ou Industrialização” … fazendo profissão de fé na moralização dos costumes políticos e nos moldes de conduzir a administração estatal, e criticando severamente o governo de Dinarte Mariz. Aluízio acabou vencendo as eleições. …”

p.49 a 51 da obra: Lendo e Aprendendo – a campanha de pé no chão, do Professor José Willington Germano da UFRN.