De Mário um paulista caipira para Chico de Neco Carteiro, areiabranquense potiguar

Caro Chico, acabei neste exato momento de remoer o passado….. na esquina da Rua cel. Fausto. Tolstói dizia que feliz é o homem que canta sua terra. Gonçalves Dias alardeava que as aves que lá gorjeiam não gorjeiam como cá. Fernando Pessoa ensina que o poeta é um fingidor… e Guilherme de Almeida dizia que a arte está, não o dizer as verdades, mas sonhos belos. O filho de Neco Carteiro reune esses quatro e proporciona um viajar de sonhos pelas verdades belas das ruas do passado, parando em cada esquina e aconchegando esse passado em cada beco repleto de vida e saudade. Como gorjeiam as aves de Areia Branca! A rua do Meio caiu tanto, que nem enterro passa mais por ela. Mas, por ela passam as memórias que não fingem a saudade do poeta, perpetuando o prazer do caminhar por um mundo areiabranquense sem fim. Obrigado pela leitura. Parabéns, um forte abraço de um paulista caipira. Mario