Um livro de Benito Barros numa edição do baú de Macau – editora e artes

A guerra da Coréia, de Macau, livro do poeta Benito Barros]1957/2010] escrito para teatro no final da década de 1990 e encenado por ocasião do aniversário de Macau com a direção de Vescio [Subhadro] Lisboa deverá ser lançado em dezembro próximo.

Das minhas melhores memórias de Macau

Precisamente é difícil recordar, mas sei que num dia qualquer de 1998 o amigo Benito Barros me falou sobre o texto para teatro, quase pronto e ainda sem nome, sobre o caso das prostitutas de Macau:  Foi uma guerra! Disse enfático. E narrou o episódio ocorrido pelos idos dos 50 quando as mulheres da sociedade exigiram o confinamento das prostitutas macauenses num local afastado do centro da cidade e conhecido como Coréia. Na verdade era um movimento de cunho nacional sob a orientação da Igreja e que revelava moralismo e tolerância. Necessárias são, mas longe do centro!  

Louvei o  resgate do episódio esquecido, quase enterrado e revelador da nossa história e não escapei  da tirada sarcástica de Benito:  É, vá dando corda!

No ano seguinte ele me entregou o texto concluído, em formato A4 com as dedicatórias.  A mim coube aquela história de dar cordas.  A peça foi montada e exibida por aquela época por Véscio Lisboa [Subhadro] que encantava Macau com sua arte.      Não sei os motivos por que não foi editada. Enfim, Benito nos deu a oportunidade da homenagem, agora no segundo aniversário da sua morte. Recordemos Benito.

De Claudio Guerra para o baú de Macau outubro de 2012.