Memórias do carnaval: Aparício Fernandes

…Minha tia Cândida [Dona Candinha], já falecida, e casada com seu Galvão, que trabalhou na Cia. Comércio, embora tendo passado pouco tempo em Macau, costumava relembrar a animação dos carnavais de antigamente. Tia Cândida era uma mulher decidida, dessas que afirmavam sua personalidade, apesar do machismo generalizado reinante na época. Por isso, nos dias de Carnaval, enchia de moças o seu automóvel conversível e rodavam pelas ruas da cidade, cantando a marchinha brejeira e maliciosa:

Banana, menina

contém vitamina,

banana engorda

e faz crescer!

Lembro-me também de Antônio Mendonça. Pinta de galã e possuindo uma bela voz, Antônio era indispensável quando se fazia teatro ou um show em Macau.

Página 46 do livro Macau – Canto de amor e saudade,  de Aparício Fernandes, 1984, Campeão Gráfica e Editora Ltda., Rio de Janeiro.