Um “macauense da gema”: José Coelho

Um macauense: José Coelho Despachante Aduaneiro/macauense da gema [Macau, 1941/1942], do livro Minhas Tamataranas – linhas amarelas – memórias do ex-deputado Floriano Bezerra 

Durante os anos de 1941/1942 – fiz profissão de botador d’água, em calão de 2 latas, nas residências da cidade. Por mais de uma vez vendi minha força de trabalho aos venerandos pais do jovem de 24 anos, José Coelho, na  Praça da Conceição.

Dai comecei a conhecer esse valoroso macauense, que, no fluir do tempo, membro da elite política da terra. Despachante Aduaneiro [destacada função federal], casou com uma jovem professora, filha do distrito de Barreiras.

Inteligente, estudioso, veraz, de fleuma franciscana – padrão de ética/moral do nobre viver. Homem de fino trato com as pessoas, eis que, convidado por amigos políticos, em 1953, foi à luta eleitoral por um mandato de Vereador à Câmara Municipal. Teve eleição tranquila, inclusive pelo voto popular massivo dos habitantes de Barreiras.

Na campanha, José Ferreira de Macedo, filho de Santana do Mato, casado com uma irmã do Ex-Prefeito/Deputado Estadual João Fernandes de Melo, foi eleito Prefeito do Município. A cujo mandato administrativo, prestou irrestrita solidariedade de apoio e voto no Legislativo.

Reeleito em 1958, José  continuou seu brilhante trabalho como Vereador honesto e diligente – na defesa constante dos interesses maiores da cidade, inclusive do distrito praiano de Barreiras. E quando teve a oportunidade de apreciar as Contas do Prefeito Venâncio Zacarias, já em 1962, mesmo contrariando a expectativa do seu chefe político, Ex-Governador/Médico José Augusto Varela, não pensou duas vezes, votou a favor aprovando-as, graças a seu grande caráter, diante da realidade que não deixava desejar.

Pois bem. Na sua fazenda, em Baixa do Leite/Macau/RN onde com enorme esforço e muita vontade faz criatório de bovinos, ovinos, caprinos e suínos, além de galináceos; a pedido do seu conterrâneo/amigo, industrial salineiro, comerciante e também criador, Adelino Honório da Silveira – guardou alguns perfumes no armazém da propriedade.

Por via do fato, na década de 70, passou alguns dias na Base Ari Parreiras, em Natal, prestando depoimentos sobre o que não tinha conhecimento, não viu, nem ocorria – tudo isso – sob vexames naturais da barbárie daquele momento triste da vida brasileira.

P´gaina 129 – Minhas Tamataranas – linhas amarelas – memória – ex-deputado Floriano Bezerra de Araújo – Sebo Vermelho – 2009 – Natal [RN]