A. Tavares de Lira

Autor: A. Tavares de Lira [1872-1958]  [Augusto Tavares de Lira]

Obra: História do Rio Grande do Norte, Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, Coleção Cultura , nº 7, Natal-RN, 1998.

Os potiguares ocupavam a região do litoral compreendida entre os rios Paraíba e Jaguaribe. Senhoreavam, portanto, as costas do Rio Grande do Norte, e foi com eles que se deram os primeiros atritos entre os colonizadores e os habitantes da terra. Nação forte e poderosa, inimiga dos tabajares, já aliados dos portugueses, aqueles índios se aproximaram naturalmente dos franceses, e, estimulados por eles, moviam guerras de extermínio aos que teriam de ser os novos senhores do solo”. Páginas 42 e 43

“O ano de seiscentos e onze se demarcou, por ordem do sito Senhor, esta capitania, partindo com a Paraíba pelo rio Guaiaú [hoje Guaju], e ficando-lhe o engenho de Camaratuba, e ao Rio Grande de Jerônimo de Albuquerque no rio Cunhaú, e pela banda do norte da fortaleza, como fica dito [no começo do capítulo, parte que não transcrevemos] pelo Rio Guaraú [atualmente Açu ou Piranhas, não era o limite da capitania; era do território já perfeitamente conhecido e explorado], ficando-lhe toda a terra que vai de Siará até este Rio por ser deserta e de areais em que não há cousa de proveito mais que as salinas [a sesmaria que compreendia estas salinas foi dada por Jerõnimo de Albuquerque, em 20 de agosto de 1605, a seus filhos Antônio e Mathias de Albuquerque: vide Barão de Studart, op. Cit., vol. II, pág. 134, que dizem de Guamaré ou Carauratamar, que são de importância a respeito do muito sal que podem nelas carregar-se como na arraia das Índias de Castela”. Página 52

“Freguesia de Macau: Criada por Lei Provincial nº 294, de 19 de agosto de 1854, sob a invocação de N. S. da Conceição”.  Página 362