O dia “D”. Era 1944. Dos relatos de Fátima Paulet

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De Fatima Paulet , um relato da visita às praias do desembarque dos aliados. Um capítulo da Segunda Grande Guerra que infelicitou os trabalhadores. A burguesia europeia foi para os Alpes beber vinho e comer caviar. Muitos macauenses participaram dessa guerra e um deles Joaquim Xavier de Souza [Joaquim Maurício] deixou um relato sobre sua participação que pode ser lido acessando o link Memória e História, página: Dos Expedicionários de Macau – FEB. 

 

Nossos irmãos norte-americanos: vidas interrompidas na 2ª guerra 1939/1945

Nossos irmãos norte-americanos: vidas interrompidas na 2ª guerra 1939/1945

 A Normandia é uma região litorânea no noroeste da França onde aconteceu a maior operação militar da historia do século XX, quando em 6 de junho de 1944, o chamado dia “D”, americanos, ingleses, franceses, canadenses e australianos atravessaram o canal da Mancha em mais de 8.OOO embarcações e aeronaves e chegaram às praias da Normandia para iniciar a liberação da Europa dominada por Hitler.  Essa operação logística foi fundamental para enfraquecer o exército alemão. Podemos ainda observar diversos resquícios desse acontecimento histórico, prelúdio da liberação da França.  No meu percurso de descoberta da região visitei Bayeux, cidade medieval  e  a primeira a ser liberada pelos aliados. Em seguida visitei  a praia de Arromanches-les-bains, famosa pelo porto artificial que foi instalado durante o desembarque, chamado de Port Mulberry.  Em toda essa região da Normandia os alemães construíram muitos “blokus”, abrigos contra o ataque inimigo. Esses abrigos que chamamos de  “bateria alemã”  foram feitos de cimento armado e são muito resistentes.  As praias onde ocorreram o desembarque e que ficaram mais conhecidas são,  Utah Beach, Omaha Beach, Gold Beach, Juno Beach e Sword Beach.  Visitei a mais famosa, Omaha Beach onde os aliados perderam muitos soldados e que também ficou conhecida por  “Bloody Omaha”.

A visita foi emocionante, pois leva-nos a imaginar os sofrimentos horríveis que esses bravos homens enfrentaram neste desembarque. Depois, visitamos o cemitério Americano. Lá você se perde nas cruzes, todas brancas,  com os nomes daqueles  que sacrificaram suas vidas contra o nazi-fascismo e para que pudéssemos ter um mundo melhor. 

Caen foi também um dos principais alvos estratégicos durante a invasão. Visitei o memorial de Caen onde passei horas a descobrir as dificuldades dos que viveram naquela época. Vi materiais de combates, tanques e armas pesadas, tudo ainda bem conservado. Neste museu podemos ver um pouco da historia da Resistência francesa, escritos naquela época. Para quem gosta de historia é uma mina de ouro. É uma maneira de explicar às novas gerações que a guerra é sofrimento e que não vale a pena ter essa idéia em nossas mentes.

De Fátima Paulet para o baú de Macau.

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