Uma rua de Macau: infância vivida, bem vivida.

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Rua Princesa Isabel década presumida 1960, arquivo: Leão Neto

Rua Princesa Isabel década presumida 1960, arquivo: Leão Neto

A propósito de um contato com este baú, postamos como ilustração, foto de 1939 de E. Valle da Rua Princesa Isabel, copiada do livro Macauísmos de Benito Barros. A foto é da coleção do macauense Francisco Gama que possui importante registro fotográfico de Macau.

Depois da publicação da fotografia recebemos dois contatos com recordações sobre a rua – que já fora lembrada por Bevenuto de Paiva em outubro de 2011. São estes macauenses, que no dizer do crítico inglês John Boyton Priestley [1894/1984] — falando de Dickens — que  “… nos obriga a ver o mundo com os olhos de um homem que nunca fugiu nem foi exilado da sua infância…”  São esses nossos colaboradores que não fugiram e nem foram exilados das suas infâncias que alimentam com suas recordações este baú. São pessoas sensíveis ao modo do poeta Manoel Bandeira em sua Evocação do Recife, “Rua da União onde todas as tardes passava a preta das banana/Com xale vistoso de pano da Costa/E o vendedor de roletes de cana/O de amendoim”. Em Macauísmos, Benito Barros em poucas anotações mostra os dramas vividos pelos moradores dessa rua, como o de 1948: morros de areia que se formavam obstruindo as portas das casas.  Tempos difíceis.  Relembrando moradores e as coisas da rua, em sequência, publicaremos as recordações de José Ribamar [Zé de Hipólito], as de Getúlio Teixeira e republicaremos o texto de Bevenuto Paiva.

Da Equipe do baú de Macau

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