O livro das velhas figuras – VI de Luiz da Câmara Cascudo

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Luis Camara Cascudo O livro das velhas figurasAutor: Luiz da Câmara Cascudo

Obra: O livro das velhas figuras – VI; Edição do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, 1989, Natal [RN],

Américo Vespúcio no rio Assú

Não há nada mais resistente do que uma mentira histórica. Não houve acaso no descobrimento do Brasil nem as correntes submarinas trouxeram Pedro Álvares Cabral às alturas de dezenove graus, depois da equinocial. Há uma documentação irrespondível. Abundante. Completa. Todos os dias lemos as conversas das correntes submarinas e o acaso. Não há remédio contra um hábito que se prega na memória, como visgo na sola do sapato. Limpa-se, esfrega-se, mas sempre resta um vestígio, para atrapalhar.

Um desses erros, teimosos como jumento andaluz, é a tradição de ter Américo Vespúcio aparecido  no delta do rio Assú e e subido as águas, fundando feitorias. Não há a mais longínqua prova, por mais tênue, dessa aventura do navegador florentino tão audacioso nos atos como manejador de balelas que dão cabelos brancos aos historiadores. [p.63/64]

Nas páginas 117/119 há um artigo,  Waldemar de Almeida e as modinhas sobre o músico macauense e o violão no acompanhamento das modinhas.

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