Rua do Cordão Azul em Macauísmos de Benito Barros

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Cordão Azul, r. do – atual r. Pereira Carneiro

 

Rua Conde Pereira Carneiro, década 1940, E. Valle, arquivo: Francisco Gama

Rua Conde Pereira Carneiro, década 1940, E. Valle, arquivo: Francisco Gama

“(…) logo após o crime cometido, viu-o sair novamente em direção a rua do Cordão Azul…” – Processo Crime – 02/1905 fl. 16

“(…) Na noute de 8 para 9 do corrente mez de Abril, sahindo á passeio, nesta cidade, o denunciado e José Thomaz da Silva conhecido por José Caneca, encontraram umas mulheres na rua do Cordão Azul, e, como, o denunciado começara a dirigir pilherias ás ditas mulheres…” Processo Crime -03/1905 fl.3

“(…) Manoel Soares estou morto! Fui aggredido por diversas pessôas de um grupo que me attacou quando eu vinha para minha casa de umas compras de café e assucar que fiz na venda de José Baiaca, á rua do Cordão Azul”. Processo Crime-24/15 fl.9

“Dona Angelina morava numa casinha amarela e baixa, a um canto do Largo da Conceição, com esquina para a imensa Rua do Cordão Azul”.  Aurélio Pinheiro,  Macau, romance, 1926, p.52

“Deixou a porta, acabrunhado, seguiu pela Rua do Cordão Azul, entrou em casa, com um resto de tosse”. Aurélio Pinheiro, Macau, romance, 1926,  p. 110

“Na Rua do Cordão Azul os dois cães do delegado de polícia latiam e brincavam rolando na poeira”. Aurélio Pinheiro, Macau, romance, 1926,  p. 147

“(…) Rua do Cordão Azul, de azul de céus

Que apagou os seus pecados.

 

Ali se elevavam, em enamorado e puro hino,

as vozes das moças de azul e branco

exaltando a simpatia dos “Remadores” –

em cores de tardes de azul ferindo

e de garças assim em prolongados vôos.”

Gilberto Avelino

 

“(…) rua do Cordão Azul

Onde moro e cultivo

Cristais, sons, soledades,

Com que teço o sonho “  

Gilberto Avelino

 

“Em Macau havia uma moreninha, tipo “mignon”, muito bonitinha, que morava na rua do Cordão Azul e que eu pensei estar namorando com exclusividade, até o dia em que descobri que,…” Aparício Fernandes, Macau, canto de amor e saudade, 1984, p. 28

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