Uma poesia de Ezequiel Wanderley: Macau

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Macau

 

 

Salinas de Macau-RN, dec. 1950, E. Valle

Salinas de Macau-RN, dec. 1950, E. Valle

Macau! Eis-me a voltar ao teu bendito seio

de nada peregrina, excelsa, augusta e santa . . .

Trago-te o meu afeto aberto em festa a cheio

de palavras de amor, que escondo na garganta.

 

A dor de te não ver fora tão grande e tanta,

que de ver-te, outra vez, palpitei de receio. . .

Porém, maior que seja, a ausência não suplanta

a estima que de ti docemente me veio.

 

 

 

 

Quando, um dia, aquecido à luz dessa amizade,

– olhos boiando em pranto, alma quase sem vida —

disse-te adeus, Macau, de intérmina saudade. . .

 

E entre adeuses parti. . . E entre florões voltei. . .

Mas vim, com quem torna à Terra Prometida,

buscar meu coração, que outrora aqui deixei!

 

Ezequiel Wanderley

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