Do poeta Luiz Xavier: uma poesia para o Monsenhor Honório

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Monsenhor Joaquim Honório  

 

Mons Honorio 2Cabelos brancos, vive, já velhinho,

solicito no seu apostolado.

No ministério, a que nasceu fadado,

jamais se viu parar no seu caminho.

 

Dos afazeres seus no torvelinho,

apresenta-se sempre abnegado.

Condena o mal, previne do pecado

os seus paroquianos, de mansinho.

 

Mas se acontece a impenitência afoita

menosprezar, no Templo, o culto augusto,

por trás da indiferença, em que se acoita,

 

alma ardente de fé, – já se tem visto,

em palavras de cólera de justo,

o látego vibrar, qual fez o Cristo.

 

Luiz Xavier, Oásis do meu deserto, Natal, 1996, página 121.

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