Nua: uma poesia de Nair Damasceno

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Nua

Comedia dell Arte Arlecchino 2

 

Esse olhar de tristeza não é meu,

Uma alma pequena de mim se aproximou

E me presenteou

Com esse olhar de dor.

Esse riso sem graça eu não conheço:

Um palhaço para mim sorriu,

Roubou minha gargalhada

E depois fugiu.

Essa alma sem fé não é a minha,

Um espírito sem alma

Usurpou minha esperança e

Sorridente,

Me deixou descrente.

Esse palpitar de coração,

Sem emoção,

Já foi sinônimo de vida;

Um arqueiro o atingiu

Com uma flecha perdida.

Essa voz sem força, sem palavras,

Já entoou sons, versos de amor

E acalanto,

Uma ave de rapina

Emudeceu o seu canto…

                                               Nair Damasceno – (Do livro Poetando cantos e Desencantos)

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