Em Macau, salina “furada”, mercado e jogos: o transcorrer da vida na poesia de Gilberto Avelino

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Meio-dia.

A distribuir sossegos

começava o nordeste.

 

Mercado hoje CCAB um camihao misto

 

 

O Quadro do Mercado

ainda era denso de gente.

 

 

 

O povo comprimia-se

entre as bancas dos jogos,

e fazia a sua fezinha:

 

na “36”,

no jaburu

ou na roleta.

 

O povo ganhava menos.

Ganhava mais o banqueiro.

O dono das bancas sabia

que “chovia no roçado”.

 

— Havia “furado” a salina Conde

 

Gilberto Avelino – p. 55, As Marés e a Ilha. Fundação José Augusto, Nata, 1995

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